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sábado, julho 16

Câncer de mama no homem

As estatísticas demonstram que para cada cem mulheres, um homem é diagnosticado com câncer de mama. Os exames preventivos e o diagnóstico precoce são as principais formas de minimizar os danos da doença, para ambos os sexos. O maior motivo de detecção da doença em estágio avançado é o preconceito e a falta de conscientização sobre a importância da realização dos exames de rotina.

Esse tipo de câncer é menos comum em homens porque eles não possuem a mama desenvolvida, devido à ausência de hormônios femininos. No entanto, é preciso estar alerta à herança genética, que é o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença. Se o homem tiver casos de câncer de mama na família – independente do sexo da pessoa acometida – ele também terá chances de adquirir a patologia. Neste caso, recomenda-se que o paciente procure um mastologista, que lhe dará as devidas orientações.

O principal sintoma do câncer de mama no homem é o aparecimento de nódulo indolor na região da auréola, (bico do peito), onde o tecido mamário se concentra, podendo provocar coceira e irritação.

Geralmente o tumor é percebido pelo próprio homem ou sua parceira. Junto com o aparecimento do nódulo, é comum haver queixas de descarga mamilar e sinais de disseminação local como retração do mamilo e ulcerações.

Diagnóstico

Ao contrário das mulheres, nem sempre o diagnóstico pode ser feito pela mamografia, devido ao tamanho da mama do homem. No entanto, detectar a doença precocemente é fundamental sendo importante recorrer ao mastologista, em casos de histórico familiar. Além da genética, a obesidade, sedentarismo e alcoolismo também são fatores de risco.

Tratamento

O tratamento para ambos os sexos é semelhante: pode ser feito com radioterapia, quimioterapia, cirurgia ou o uso de bloqueadores hormonais. Quanto aos danos estéticos, eles podem ser minimizados com a reconstrução da auréola da mama ou micropigmentação.

Auto-exame das mamas

Auto-Exame da Mama
Procedimento para se fazer o auto-exame da mama:

1-De frente para o espelho, sem roupa, com as mãos na cintura, observe as mamas e veja se são iguais

2-Com as mãos para cima observe se as mamas são iguais, se os mamilos estão na mesma altura

3-Coloque a mão direita na nuca e com a outra palpe a mama direita com movimentos circulares procurando por caroços

4-Faça uma pressão suave com os dedos nos mamilos e na auréola observando se sai algum líquido

5-Coloque a mão debaixo do braço, na axila, indo em direção à mama e faça movimentos circulares procurando por caroços ou alguma sensação estranha

6-Deitada na cama coloque a mão direita na nuca e com a outra faça toda a palpação da mama e da axila direita

7-Repita todo o processo na mama esquerda

Todas as mulheres após os 20 anos (com caso de câncer na família) e 40 anos (sem caso de câncer da família) devem realizar o auto exame da mama uma vês por mês, para prevenir e diagnosticar precocemente o câncer de mama.

O INCA(Instituto Nacional de Câncer)  não estimula o auto-exame das mamas como estratégia isolada de detecção precoce do câncer de mama. A recomendação é que o exame das mamas pela própria mulher faça parte das ações de educação para a saúde que contemplem o conhecimento do próprio corpo.

As evidências científicas sugerem que o auto-exame das mamas não é eficiente para o rastreamento e não contribui para a redução da mortalidade por câncer de mama. Além disso, o auto-exame das mamas traz consigo conseqüências negativas, como aumento do número de biópsias de lesões benignas, falsa sensação de segurança nos exames falsamente negativo e impacto psicológico negativo nos exames falsamente positivos.

Portanto, o exame das mamas realizado pela própria mulher não substitui o exame físico realizado por profissional de saúde qualificado  para essa atividade. 

quarta-feira, julho 13

Câncer de Mama

Este é provavelmente o tipo de câncer mais temido pelas mulheres, devido à sua alta freqüência e, sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.

Este tipo de câncer representa nos países ocidentais uma das principais causas de morte em mulheres. As estatísticas indicam o aumento de sua freqüência tantos nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.

No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres.

Sintomas

Os sintomas do câncer de mama palpável são o nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou um aspecto semelhante a casca de uma laranja. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

Fatores de Risco

História familiar é um importante fator de risco para o câncer de mama, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) foram acometidas antes dos 50 anos de idade. Entretanto, o câncer de mama de caráter familiar corresponde a aproximadamente 10% do total de casos de cânceres de mama. A idade constitui outro importante fator de risco, havendo um aumento rápido da incidência com o aumento da idade. A menarca precoce (idade da primeira menstruação), a menopausa tardia (após os 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter tido filhos), constituem também fatores de risco para o câncer de mama.

Ainda é controvertida a associação do uso de contraceptivos orais com o aumento do risco para o câncer de mama, apontando para certos subgrupos de mulheres como as que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, as que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez.

A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é identificada como fator de risco para o câncer de mama, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos.

Detecção Precoce

As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia. Outra forma de avaliar a existência do câncer é através do auto-exame da mama que é um exame mensal que a mulher pode fazer em si mesma para verificar a presença de nódulos nos seios. No auto-exame das mamas, a mulher deve procurar por protuberâncias, ondulações, checar a espessura dos seios e liberação de líquidos pelo mamilo.

O Exame Clínico das Mamas (ECM)

Quando realizado por um médico ou enfermeira treinado, pode detectar tumor de até um centímetro, se superficial. O Exame Clínico das Mamas deve ser realizado conforme as recomendações técnicas do Consenso para Controle do Câncer de Mama.

A sensibilidade do ECM varia de 57% a 83% em mulheres com idade entre 50 e 59 anos, e em torno de 71% nas que estão entre 40 e 49 anos. A especificidade varia de 88% a 96% em mulheres com idade entre 50 e 59 e entre 71% a 84% nas que estão entre 40 e 49 anos.

Tratamentos

Há várias opções de tratamento para mulheres com câncer de mama. A escolha depende da idade, saúde geral, estágio do câncer, se houve metástase, entre outros fatores. Caso o câncer de mama tenha sido detectado, deve-se conversar com o médico e fazer a escolha do tratamento o mais cedo possível. Estudos mostram que tratamentos precoces levam a melhores resultados.
   
Os tratamentos para o câncer de mama são:

* Cirurgia de remoção do câncer
* Terapia hormonal para evitar que as células cancerosas obtenham os hormônios que precisam para crescer e sobreviver
* Radioterapia que usa raios de alta energia para matar as células cancerosas
* Quimioterapia que usa medicação para matar as células cancerosas