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sábado, julho 16

Implante de silicone não eleva as chances de ter câncer de mama

A dúvida é recorrente nas mulheres que pensam em aumentar o tamanho dos seios. No entanto, o risco de desenvolver câncer de mama não tem relação com o implante de silicone. Essa foi a conclusão do órgão de saúde norte-americano FDA (Food and Drug Administration), que investigou no começo deste ano um possível vínculo entre implantes mamários e um tipo raro de câncer (linfoma anaplástico de grandes células, ou LAGC).

A FDA teve notícia de apenas 60 casos em todo o mundo, uma pequena fração dos milhões de mulheres que têm recebido implantes de silicone. Como ainda precisa de mais dados, a FDA pediu que profissionais de assistência à saúde nos Estados Unidos informassem sobre casos de LAGC em mulheres com implantes mamários.

De acordo com a FDA, não há estudos que afirmem que implantes de silicone possam causar problemas a longo prazo sobre a saúde, incluindo câncer de mama ou doenças do tecido conjuntivo.

Cuidados durante a mamografia

O dado positivo em relação às mulheres que colocam silicone nos seios, é que estas tendem a ser mais conscientes de seu corpo e, assim, verificar com maior frequência de nódulos de mama. No entanto, é importante ter cuidado na hora da mamografia. Os implantes de mama devem ser sempre considerados durante o exame. Se você os possui, o ideal é dizer ao médico.

Dicas para reduzir riscos:

* Limite o consumo de álcool. Quanto mais você bebe, maior o risco. Limite-se a uma dose por dia.

* Controle o seu peso. A obesidade aumenta o risco de câncer de mama, especialmente se você ganha o excesso de peso após a menopausa.

* Mantenha-se fisicamente ativo. Isso ajuda a manter um peso saudável e proporciona outros benefícios a saúde.

* Amamente seu bebê. Estudos têm demonstrado que amamentar pode oferecer alguma proteção contra o câncer de mama.

* Tenha cuidado com a terapia hormonal. Em longo prazo, a terapia hormonal aumenta o risco de câncer de mama.

* Evite a poluição. Exposição aos poluentes atmosféricos de veículos e outros podem contribuir para o câncer de mama.

Avastin não é efetivo contra o câncer de mama

Um painel de especialistas independentes solicitados pela FDA (Agência Americana que regula Alimentos e Medicamentos) ratificou no dia 29 de junho a recomendação feita meses atrás de proibir a venda do remédio anticancerígeno Avastin (bevacizumab).

Em uma votação de 6 a 0, o grupo afirmou que os testes demonstram que o Avastin não é efetivo contra o câncer de mama. A conclusão veio um dia após o gigante farmacêutico suíço Roche dar início a uma audiência de dois dias para pedir que a FDA reconsiderasse sua posição.

O painel da FDA já havia decidido em dezembro que o Avastin não prolongava a vida em pacientes com câncer de mama e causava efeitos colaterais graves, e pediu que a agência tomasse medidas para revogar a aprovação do mercado e modificar o rótulo do medicamento.

O medicamento, também conhecido como bevacizumab, traz riscos como hipertensão arterial grave e hemorragia, além de não prolongar a sobrevida global em mulheres com câncer de mama, segundo o painel.

O Avastin foi aprovado para o tratamento de câncer de mama em estado avançado no âmbito do programa da FDA de aprovação acelerada, que permite a autorização provisória de medicamentos para câncer e outras doenças potencialmente fatais.

A recomendação do grupo de especialistas não afeta o uso do Avastin no tratamento de outros tipos de câncer, incluindo câncer de pulmão e de cólon.

A FDA deve emitir uma decisão final sobre o tema, embora não tenha sido anunciada nenhuma data. A agência americana não é obrigada a seguir as recomendações do painel de especialistas, embora acate suas decisões normalmente.