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domingo, julho 17

Mamografia

mamografia
A mamografia é uma radiografia da mama que permite a detecção precoce do câncer e é capaz de mostrar lesões em fase inicial, muito pequenas (de milímetros). Pode descobrir alguns tipos de cânceres antes de você ou até mesmo antes de seu médico poder sentir um nódulo. Eles podem ajudar a determinar quais nódulos são cancerosos e quais são benignos.

É realizada em um aparelho de raios-X apropriado, chamado mamógrafo. Nele, a mama é comprimida de forma a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. O desconforto provocado é discreto e suportável.

Estudos sobre a efetividade da mamografia sempre utilizam o exame clínico como exame adicional, o que torna difícil distinguir a sensibilidade do método como estratégia isolada de rastreamento.

A sensibilidade varia de 46% a 88% e depende de fatores tais como: tamanho e localização da lesão, densidade do tecido mamário (mulheres mais jovens apresentam mamas mais densas), qualidade dos recursos técnicos e habilidade de interpretação do radiologista. A especificidade varia entre 82%, e 99% e é igualmente dependente da qualidade do exame.

A Sociedade Americana de Câncer recomenda que se você possuir entre 35 e 39 anos, deve realizar um mamograma básico de prevenção. A partir dos 40 anos de idade, deve realizar uma mamografia a cada 2 anos. E se e você possuir 50 anos ou mais, deve realizar mamografia a cada ano. E ainda, se possuir risco de câncer de mama, mais cedo e mais freqüente o mamograma é recomendado. Seu médico deverá fazer um exame de mama todo ano.

radiografia da mama
 Os resultados de ensaios clínicos randomizados que comparam a mortalidade em mulheres convidadas para rastreamento mamográfico com mulheres não submetidas a nenhuma intervenção são favoráveis ao uso da mamografia como método de detecção precoce capaz de reduzir a mortalidade por câncer de mama. As conclusões de estudos de meta-análise demonstram que os benefícios do uso da mamografia se referem, principalmente, a cerca de 30% de diminuição da mortalidade em mulheres acima dos 50 anos, depois de sete a nove anos de implementação de ações organizadas de rastreamento.

Procure um médico se perceber qualquer mudança em suas mamas no auto-exame, especialmente se encontrar um nódulo ou se tiver alguma dúvida.

sábado, julho 16

Implante de silicone não eleva as chances de ter câncer de mama

A dúvida é recorrente nas mulheres que pensam em aumentar o tamanho dos seios. No entanto, o risco de desenvolver câncer de mama não tem relação com o implante de silicone. Essa foi a conclusão do órgão de saúde norte-americano FDA (Food and Drug Administration), que investigou no começo deste ano um possível vínculo entre implantes mamários e um tipo raro de câncer (linfoma anaplástico de grandes células, ou LAGC).

A FDA teve notícia de apenas 60 casos em todo o mundo, uma pequena fração dos milhões de mulheres que têm recebido implantes de silicone. Como ainda precisa de mais dados, a FDA pediu que profissionais de assistência à saúde nos Estados Unidos informassem sobre casos de LAGC em mulheres com implantes mamários.

De acordo com a FDA, não há estudos que afirmem que implantes de silicone possam causar problemas a longo prazo sobre a saúde, incluindo câncer de mama ou doenças do tecido conjuntivo.

Cuidados durante a mamografia

O dado positivo em relação às mulheres que colocam silicone nos seios, é que estas tendem a ser mais conscientes de seu corpo e, assim, verificar com maior frequência de nódulos de mama. No entanto, é importante ter cuidado na hora da mamografia. Os implantes de mama devem ser sempre considerados durante o exame. Se você os possui, o ideal é dizer ao médico.

Dicas para reduzir riscos:

* Limite o consumo de álcool. Quanto mais você bebe, maior o risco. Limite-se a uma dose por dia.

* Controle o seu peso. A obesidade aumenta o risco de câncer de mama, especialmente se você ganha o excesso de peso após a menopausa.

* Mantenha-se fisicamente ativo. Isso ajuda a manter um peso saudável e proporciona outros benefícios a saúde.

* Amamente seu bebê. Estudos têm demonstrado que amamentar pode oferecer alguma proteção contra o câncer de mama.

* Tenha cuidado com a terapia hormonal. Em longo prazo, a terapia hormonal aumenta o risco de câncer de mama.

* Evite a poluição. Exposição aos poluentes atmosféricos de veículos e outros podem contribuir para o câncer de mama.

quarta-feira, julho 13

Câncer de Mama

Este é provavelmente o tipo de câncer mais temido pelas mulheres, devido à sua alta freqüência e, sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem pessoal. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.

Este tipo de câncer representa nos países ocidentais uma das principais causas de morte em mulheres. As estatísticas indicam o aumento de sua freqüência tantos nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.

No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres.

Sintomas

Os sintomas do câncer de mama palpável são o nódulo ou tumor no seio, acompanhado ou não de dor mamária. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou um aspecto semelhante a casca de uma laranja. Podem também surgir nódulos palpáveis na axila.

Fatores de Risco

História familiar é um importante fator de risco para o câncer de mama, especialmente se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã) foram acometidas antes dos 50 anos de idade. Entretanto, o câncer de mama de caráter familiar corresponde a aproximadamente 10% do total de casos de cânceres de mama. A idade constitui outro importante fator de risco, havendo um aumento rápido da incidência com o aumento da idade. A menarca precoce (idade da primeira menstruação), a menopausa tardia (após os 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter tido filhos), constituem também fatores de risco para o câncer de mama.

Ainda é controvertida a associação do uso de contraceptivos orais com o aumento do risco para o câncer de mama, apontando para certos subgrupos de mulheres como as que usaram contraceptivos orais de dosagens elevadas de estrogênio, as que fizeram uso da medicação por longo período e as que usaram anticoncepcional em idade precoce, antes da primeira gravidez.

A ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, é identificada como fator de risco para o câncer de mama, assim como a exposição a radiações ionizantes em idade inferior a 35 anos.

Detecção Precoce

As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o exame clínico da mama e a mamografia. Outra forma de avaliar a existência do câncer é através do auto-exame da mama que é um exame mensal que a mulher pode fazer em si mesma para verificar a presença de nódulos nos seios. No auto-exame das mamas, a mulher deve procurar por protuberâncias, ondulações, checar a espessura dos seios e liberação de líquidos pelo mamilo.

O Exame Clínico das Mamas (ECM)

Quando realizado por um médico ou enfermeira treinado, pode detectar tumor de até um centímetro, se superficial. O Exame Clínico das Mamas deve ser realizado conforme as recomendações técnicas do Consenso para Controle do Câncer de Mama.

A sensibilidade do ECM varia de 57% a 83% em mulheres com idade entre 50 e 59 anos, e em torno de 71% nas que estão entre 40 e 49 anos. A especificidade varia de 88% a 96% em mulheres com idade entre 50 e 59 e entre 71% a 84% nas que estão entre 40 e 49 anos.

Tratamentos

Há várias opções de tratamento para mulheres com câncer de mama. A escolha depende da idade, saúde geral, estágio do câncer, se houve metástase, entre outros fatores. Caso o câncer de mama tenha sido detectado, deve-se conversar com o médico e fazer a escolha do tratamento o mais cedo possível. Estudos mostram que tratamentos precoces levam a melhores resultados.
   
Os tratamentos para o câncer de mama são:

* Cirurgia de remoção do câncer
* Terapia hormonal para evitar que as células cancerosas obtenham os hormônios que precisam para crescer e sobreviver
* Radioterapia que usa raios de alta energia para matar as células cancerosas
* Quimioterapia que usa medicação para matar as células cancerosas